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sexta-feira, 15 de maio de 2020
E-BOOK GRATUITO - ESTRANGEIROS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Car@s, apresento a vocês minha primeira publicação digital.
Muitas espécies arbóreas vindas de vários lugares do mundo, e mesmo de outros pontos do Brasil, estão há tanto tempo na cidade do Rio de Janeiro que já fazem parte da paisagem e da cultura carioca.
Estas árvores estão presentes em ruas, praças, parques e quintais, e muitas estão há tanto tempo entre nós, e são tão comuns, que são tidas por muitos como legitimamente nativas.
E possuem histórias peculiares, que fazem parte da memória universal.
Para baixar a publicação, basta clicar no título abaixo:
Estrangeiros na cidade do Rio de Janeiro:características e histórias de algumas espécies exóticas presentes no cotidiano carioca
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domingo, 23 de fevereiro de 2020
ÁRVORE DA SEMANA - ALDRAGO

Plantae → Rosiidae→ Fabales→ Fabaceae → Pterocarpus rohrii Vahl.
A árvore eleita para essa semana carnavalesca é uma espécie bastante comum, de ocorrência do Sul da Bahia e Minas Gerais, até o estado do Paraná, seguindo o litoral. No entanto, o projeto REFLORA (JBRJ) a registra para todo o território nacional.
O aldrago, ou pau-sangue, entre outros nomes, possui esse nome porque quando tem sua casca ferida exsuda uma seiva avermelhada, lembrando sangue. Obviamente não feri árvores de arborização pública para demonstrar tal fenômeno.
A espécie possui múltiplos usos, sendo que no caso de aproveitamento industrial, por sua madeira ser leve e pouco resistente, se presta principalmente a usos internos e processamento industrial.
Farrapo et. al. (2014) testaram diversas proporções de incorporação de partículas de aldrago em mistura com Pinus oocarpa na produção de painéis aglomerados, constatando que não há perda de propriedades destes painéis utilizando-se até 40% de Pterocarpus rohrii.
Inegavelmente, seu uso mais conhecido é o ornamental. Na cidade do Rio de Janeiro é muito utilizada na arborização urbana e paisagismo. Grandes exemplares são registrados no Aterro do Flamengo, já nas proximidades da Praça Cuhautemoc.
Suas sementes são de boa viabilidade em armazenamento, sua germinação é moderada, assim como seu crescimento em viveiro. O crescimento a pleno sol é de médio a lento, sendo melhor quando plantada sob a proteção de espécies de crescimento rápido.
As informações aqui apresentadas foram obtidas nas seguintes fontes:
sábado, 4 de janeiro de 2020
ÁRVORE DA SEMANA - PAINEIRA-DE-PEDRA


Fotos: Claudio Santana, 2020.
Plantae → Rosiidae→ Malvales→ Malvaceae→ Ceiba erianthos (Cav.) K. Schum.
As paineiras são
árvores vistosas e muito características da cidade do Rio de Janeiro, sendo até
toponímia, caso da Estrada das Paineiras.
Mas a
família Malvaceae, em especial o caso da antiga Bombacaceae, engolida pela irmã
maior, possui muitas outras espécies bastante conhecidas, como os embiruçus, a
castanha-do-Maranhão e a munguba.
Uma espécie menos conhecida e frequentemente confundida com suas primas famosas, como a paineira-rosa, é a paineira-de-pedra. Ocorrendo geralmente sobre solos rasos e costões nas regiões litorâneas, possui acúleos maiores e mais grossos, folhas de bordo liso ou levemente serreado e flores brancas com interior vináceo, com textura de algodão (http://www.tropical.theferns.info/viewtropical.php?id=Ceiba+erianthos; Lorenzi, 2017).
Costuma ser plantada na arborização urbana, em alguns casos intencionalmente, caso dos plantios de Burle marx no aterro do Flamengo. Às vezes parece ser confundida com a paineira-rosa, caso das fotos mostradas nessa postagem, pela semelhança das mudas das duas espécies.
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Mais informações sobre a espécie, sugiro o livro Árvores Brasileiras, Volume 2.
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Mais informações sobre a espécie, sugiro o livro Árvores Brasileiras, Volume 2.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
ÁRVORE DA SEMANA - FIGUEIRA-ROXA
Fotos: Claudio Santana, 2019.
Plantae → Rosiidae→ Rosales→ Moraceae → Ficus tomentella Miq.
As figueiras estão, sem duplo sentido, enraizadas na cultura da maioria dos povos do mundo. As figueiras brasileiras tradicionalmente são chamadas figueiras-bravas, abarcando várias espécies do gênero Ficus (D'Elboux, 2018; Alves, Carauta, Pinto, s.d.).
Uma das espécies mais comuns de figueiras nativas é chamada figueira-roxa, tendo por nome científico Ficus tomentella Miq. Carauta (1989) afirma que o gênero Ficus deriva do grego sfukon, que quer dizer...figo! Já o nome específico, ou epíteto, tomentella, vem de tomentum, enchimento de travesseiros, e claramente faz referência ao revestimento de inúmeros e minúsculos tricomas nas folhas (Carauta, 2004).
Na cidade do Rio de Janeiro existe um exemplar famosa da espécie, conhecido como a Figueira da rua Faro, cuja copa chega a 35 metros de diâmetro, sendo a única sobrevivente de uma fileira com 350 anos, e que foi salva do corte pela mobilização popular em 1980. Assim, é um marco na história do movimento ambientalista no município.
É considerada uma das maiores figueiras em diâmetro de copa, além de ser de fácil reprodução. Produz sementes viáveis no município do Rio de Janeiro, sinal de funcionamento da interação da espécie com sua vespa polinizadora, o que é uma marca registrada das figueiras. A vespa é Pegoscapus lopesi (Carauta, 2003).
Possui crescimento rápido e adapta-se a diversas situações ecológicas. É atrativa a aves e, principalmente, morcegos (Pereira e Esbérard, 2009), sendo fundamental em projetos de restauração ecológica.
As fotos desta postagem foram feitas em sua maior parte na região do subúrbio da Leopoldina, à exceção da primeira, magnífico exemplar existente na Quinta da Boa Vista.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
ÁRVORE DA SEMANA - BABOSA-BRANCA
Fotos: Claudio Santana, 2019.
Plantae → Asteriidae→ Lamiales→ Boraginaceae→ Cordia superba Cham.
Esta pequena árvore tem sido cada vez mais notada pela população, por seu uso crescente na arborização de cidades. Seu porte pequeno (7 a 10 metros) propicia a minimização de conflitos com redes de distribuição de energia elétrica.
Os que trabalham com restauração florestal, no entanto, a conhecem há tempos, pois é espécie altamente atrativa para a fauna, em especial abelhas e borboletas, sendo classificada como generalista para polinizadores (Missagia, 2005).
A dispersão é feita principalmente por aves e morcegos (Carvalho, 2004). Os frutos possuem polpa transparente e mucilaginosa, de onde deriva o nome babosa.
Embora seja associada a fases mais avançadas da sucessão, comporta-se de outra forma em áreas abertas, enquadrando-se como pioneira antrópica (Santana, Silva e Silva, 2013, p.26).
O gênero Cordia homenageia o médico e botânico alemão Euricius Cordus (1486 - 1535) e seu filho Valerius Cordus (1515 - 1544) (Carvalho, 2007). O termo superba se relaciona a suas flores grandes e magníficas (http://www.qarvore.com.br/index.php/cordia-superba/).
A dispersão é feita principalmente por aves e morcegos (Carvalho, 2004). Os frutos possuem polpa transparente e mucilaginosa, de onde deriva o nome babosa.
Embora seja associada a fases mais avançadas da sucessão, comporta-se de outra forma em áreas abertas, enquadrando-se como pioneira antrópica (Santana, Silva e Silva, 2013, p.26).
O gênero Cordia homenageia o médico e botânico alemão Euricius Cordus (1486 - 1535) e seu filho Valerius Cordus (1515 - 1544) (Carvalho, 2007). O termo superba se relaciona a suas flores grandes e magníficas (http://www.qarvore.com.br/index.php/cordia-superba/).
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domingo, 24 de novembro de 2019
ÁRVORE DA SEMANA - COTIEIRA
Plantae →Superrosiidae→ Rosiidae→ Malpighiales→ Euphorbiaceae → Joannesia princeps Vell.
Fotos: Claudio Santana, 2019.
Foto: Ziegelmeyer, 2013.
Glândulas no encontro dos peciólulos, características da espécie. https://arvores.greennation.com.br/species/11
Foto: https://sites.unicentro.br/wp/manejoflorestal/12019-2/

https://appverde.wordpress.com/2018/04/15/boleira-joannesia-princeps/
A espécie da semana possui uma história bastante curiosa e pouco conhecida, embora não seja a única versão (Camargo, 2002; Dean, 1996). Oficialmente o nome Joannesia princeps diria respeito à rainha Joana, soberana portuguesa no século XVI (Smith et al., 1988). Gama (1839) afirma ser homenagem a Dom João VI. Mas Dean (1996) afirma que, por ser preterido por botânicos estrangeiros quando da oportunidade de conduzir pesquisas importantes, o Frei Velloso teria nomeado a espécie fazendo referência a Dom João por suas propriedades purgativas.
A cotieira é uma planta dióica, ou seja, tem indivíduos machos e fêmeas. É polinizada principalmente por pequenas abelhas, e sua dispersão é feita por roedores, em especial a cotia (Dasyprocta aguti). Frutos duros, que são abertos em viveiro com marreta, são abertos por dentes de cotias, permitindo a dispersão e germinação de sementes. Esta talvez seja a principal interação da espécie com a fauna (CNPF. 2005).
Sua copa ampla e de formato piramidal confere potencial para arborização urbana e paisagismo em áreas amplas. Sua interação com a fauna, combinada à rusticidade e ao bom crescimento, a tornam elemento fundamental em projetos de restauração florestal.
Costuma ser recomendada em formulações naturais para diversas afecções, mas é potencialmente tóxica, podendo causar forte diarreia, inclusive com sangramento derivado da irritação da mucosa. Falo por experiência própria, não por ingestão, mas por acompanhar pessoas que usaram de forma inapropriada.
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