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domingo, 27 de setembro de 2020

ARTIGO: LANDSCAPE RESTORATION, NATURAL REGENERATION, AND THE FORESTS OF THE FUTURE

Regeneração florestal. Foto:  Claudio Santana, 2006.

Olá pessoas,

Apresento artigo da eminente professora Robin Chazdon, que trata de restauração florestal em larga escala, e do quanto o favorecimento dos processos de regeneração natural podem liberar recursos financeiros para restaurar as áreas mais críticas.

Leia o artigo no link abaixo:

Landscape restoration, natural regeneration, and the forests of future.

ARTIGO: RESEARCH DIRECTIONS IN TROPICAL FOREST RESTORATION


Clareira em floresta urbana. Foto: Claudio Santana, 2019.

Olá pessoas.

Trago um artigo da lavra da grande pesquisadora Karen Holl, a respeito da tomada de decisão sobre a restauração florestal tropical.

E como a pesquisa em restauração deve ser direcionada a questões práticas.

Baixe o arquivo no link abaixo:

Research Directions in Tropical Forest Restoration


segunda-feira, 16 de março de 2020

ÁRVORE DA SEMANA - PAINEIRA-ROSA














Plantae → Rosidae→ Malvales → Malvaceae→ Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna

A árvore desta semana é muito conhecida dos cariocas, em particular: a paineira-rosa. É comum nesta cidade a ponto de um ponto bastante visitado do Parque Nacional da Tijuca, conhecido por suas cachoeiras, ser denominado de Paineiras.

O nome paineira vem da paina, palavra originada do malaio paññí, uma fibra leve e macia que preenche o interior de seus frutos e serve como meio de dispersão de suas pequenas sementes. 

Seu nome científico é Ceiba speciosa, sendo Ceiba derivado de uma palavra do taino, língua indígena da região do caribe, que significa canoa, dada a leveza e flutuabilidade de sua madeira. E speciosa é palavra latina que significa vistosa, o que é explicado pela imponência da árvore e pela beleza de suas flores.

É polinizada principalmente por borboletas (índrome de polinização denominada psicofilia), embora morcegos e beija-flores também a visitem. A dispersão, como já citado, é anemocórica, ou seja, ação dos ventos (ánemos é o deus do vento, o próprio vento, em grego). A floração acontece de dezembro a maio, e a frutificação em setembro. Estes dados são referentes ao Rio de Janeiro; outros estados têm períodos diferentes.

Seu potencial paisagístico a torna uma das espécies mais utilizadas em arborização urbana, assim como sua interação com a fauna de polinizadores a torna indispensável na restauração florestal. O uso econômico é limitado, pela baixa qualidade de sua madeira. No entanto, sua paina tem bom valor comercial, já tendo sido exportada, pois se presta a isolamento acústico e preenchimento de coletes salva-vidas, casacos e travesseiros.

As foto foram tomadas em um humilde celular, no mês de março de 2020 no entorno da prefeitura do Rio de Janeiro, à exceção da primeira foto, um espetacular espécime existente no Campo de Santana, fotografado em meados de 2019, á frente de uma soberba figueira indiana provavelmente Ficus microcarpa).

Fontes:



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

ÁRVORE DA SEMANA - GENIPAPO











Fotos: Claudio Santana, dezembro de 2019.

Plantae → Asteriidae→ Gentianales→ Rubiaceae → Genipa americana L.

O genipapo, ou jenipapo, é uma árvore nativa de grande porte, ocorrendo em praticamente todo o território nacional. A espécie pertence à família Rubiaceae, a mesma do café, e a quarta maior dentre as plantas com sementes. O Brasil possui 10% das espécies de Rubiaceae de todo o mundo (Paiva, 2016)

A espécie é monóica, embora apresente dioicia funcional. É polinizada principalmente por abelhas, grandes e pequenas, sociais e sem ferrão. Sua dispersão é primariamente autocórica (queda), com dispersão secundária feita por animais, em especial macacos, esquilos e morcegos. Existe relato ainda de dispersão hidrocórica (flutuação), ictiocórica (peixes) e mirmecocoria (formigas). Entra em período reprodutivo por volta dos cinco anos, podendo uma árvore produzir até 600 frutos aos 20 anos.  É enquadrada variadamente em grupos ecológicos, de pioneira a secundária tardia (EMBRAPA, 2003).

Sua madeira é considerada de primeira qualidade. No entanto, é mais conhecido por seus frutos. usados em várias preparações, como licores, doces em massa, geleias, entre outros. Por suas interações com a fauna e rusticidade é fundamental em processos de restauração ecológica (EMBRAPA, 2003). 

Outro uso conhecido do genipapo é a produção de tinturas. A pintura preta ritual dos tupinambás era feita com seu sumo. A espécie é tão importante na cultura deste povo que o nome genipapo vem de iá-nipaba, que significa "fruto de esfregar" (Freitas, 2016; Metraux, 1950, Dicionário Tupi-Guarani Online).

E por fim, o nome Jenipapo batiza um rio no estado do Piauí, onde, em 13 de março de 1823, travou-se a sangrenta Batalha do Jenipapo, em que piauienses, maranhenses e cearenses enfrentaram tropas portuguesas mais treinadas e equipadas, e, a despeito de pesadas perdas de vidas, conseguiram atrasar o avanço das tropas inimigas que tentavam manter o Norte do Brasil como colônia portuguesa. Essa batalha é considerada decisiva para a unidade nacional.
(https://www2.camara.leg.br/a-camara/visiteacamara/cultura-na-camara/arquivos/batalha-do-jenipapo)

O belo exemplar retratado na postagem está na Praça da Bandeira, cidade do Rio de Janeiro, parte da antiga aldeia tupinambá chamada Jabebiracica (Freitas, 2016).
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Para mais informações, sugiro os livros:

O Rio Antes do Rio (Rafael Freitas): https://amzn.to/38EnzWI
Árvores Brasileiras v.1 (Harri Lorenzi): https://amzn.to/36wcR32
Espécies Arbóreas Brasileiras (Paulo Ernani Carvalho, EMBRAPA): https://amzn.to/2NZRS2b

sábado, 4 de janeiro de 2020

ÁRVORE DA SEMANA - PAINEIRA-DE-PEDRA










Fotos: Claudio Santana, 2020.


Plantae → Rosiidae→ Malvales→ Malvaceae→ Ceiba erianthos (Cav.) K. Schum.

As paineiras são árvores vistosas e muito características da cidade do Rio de Janeiro, sendo até toponímia, caso da Estrada das Paineiras.

Mas a família Malvaceae, em especial o caso da antiga Bombacaceae, engolida pela irmã maior, possui muitas outras espécies bastante conhecidas, como os embiruçus, a castanha-do-Maranhão e a munguba.

Uma espécie menos conhecida e frequentemente confundida com suas primas famosas, como a paineira-rosa, é a paineira-de-pedra. Ocorrendo geralmente sobre solos rasos e costões nas regiões litorâneas, possui acúleos maiores e mais grossos, folhas de bordo liso ou levemente serreado e flores brancas com interior vináceo, com textura de algodão (http://www.tropical.theferns.info/viewtropical.php?id=Ceiba+erianthos; Lorenzi, 2017).

Costuma ser plantada na arborização urbana, em alguns casos intencionalmente, caso dos plantios de Burle marx no aterro do Flamengo. Às vezes parece ser confundida com a paineira-rosa, caso das fotos mostradas nessa postagem, pela semelhança das mudas das duas espécies.

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Mais informações sobre a espécie, sugiro o livro Árvores Brasileiras, Volume 2. 








quarta-feira, 13 de novembro de 2019

ARTIGO CIENTÍFICO: UM QUEBRA-CABEÇA VERDE: “MONTANDO AS PEÇAS” DO REFLORESTAMENTO EMPREENDIDO NA FLORESTA DA TIJUCA.

Manuel Gomes Archer

A Floresta da Tijuca é só uma parte do Parque Nacional da Tijuca, e ao contrário do que muitos acreditam, não foi inteiramente reflorestada. Mas é um caso de sucesso de restauração florestal, talvez o primeiro do hemisfério Sul, além de ser um exemplo de política pública de conservação.

Para saber mais sobre o assunto, leia esse esplêndido artigo do Gabriel e da Rejan.

Um Quebra-Cabeça Verde: “Montando as Peças” do Reflorestamento Empreendido na Floresta da Tijuca.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Artigo sobre delimitação de áreas de recarga de bacias hidrográficas.

Caros,

vejam interessante artigo sobre o uso de ferramenta GIS para delimitar áreas de contribuição e recarga de nascentes. Este método permite estabelecer prioridades para a restauração florestal, otimizando recursos.

Baixe o artigo clicando no título abaixo:

BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO DE NASCENTES COMO ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA RESTAURAÇÃO FLORESTAL

Bom proveito!

Artigo sobre delimitação de áreas de recarga de bacias hidrográficas.

Caros,

vejam interessante artigo sobre o uso de ferramenta GIS para delimitar áreas de contribuição e recarga de nascentes. Este método permite estabelecer prioridades para a restauração florestal, otimizando recursos.

Baixe o artigo clicando no título abaixo:

BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO DE NASCENTES COMO ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA RESTAURAÇÃO FLORESTAL

Bom proveito!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Artigo sobre o efeito de diferentes espaçamentos de plantio sobre o crescimento de mudas em plantios de recomposição florestal

Mais um artigo. Desta vez o tema é a diferença de desenvolvimento de espécies pioneiras e não -pioneiras em plantios de recomposição florestal. O trabalho é do pessoal da Rural (professor Paulo Leles à frente), em área plana da várzea do rio Guandu, separação em grupos com base sucessional, mistura de espécies incluindo algumas poucas exóticas.

Baixe o artigo aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Outro artigo sobre framework, desta vez no cerrado brasileiro.

O artigo que posto agora é intitulado "Critérios para indicação de espécies prioritárias para a restauração da vegetação de cerrado" (clique no nome do artigo para baixar), e traz de forma detalhada a forma de escolha de espécies para restauração de um ecossistema específico. O princípio "framework" se baseia na necessidade de desencadear o processo sucessional através da seleção de poucas e muito eficientes espécies. Para cerrado este processo é ainda mais crítico, considerando as particularidades das espécies deste bioma.

Vale a leitura. Saiba mais sobre este assunto. Nós de Mata Atlântica precisamos aprofundar o conhecimento neste tema.

Bom artigo: Atributos de espécies arbóreas e a facilitação da regeneração natural em plantio heterogêneo de mata ciliar.

Caros,

posto artigo sobre a fundamentação do sistema framework, com aplicação em terras brasileiras. Ainda são poucas as experiências práticas e mesmo ensaios teóricos sobre o assunto, mas percebo que a técnica de restauração caminha para esta vertente. Em poucas palavras, tentar desencadear o processo deterministicamente, e deixar a natureza entrar com o componente estocástico, responsável pela maravilha chamada biodiversidade.

Baixe o artigo na página da Biblioteca Florestal UFV (clique no link).